terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Mania de escrever

Dizem por aí que escritor (a) de verdade mesmo é aquele que escreve em qualquer pedaço de papel. Bom! então já estou no meio caminho andado, porque escrevo em picotes de correspondências (aquele papelzinho que a gente destaca), também em extratos de banco, pacote de pão, guardanapo, em panfletos que pego na rua, em folhinha de calendário, enfim não dispenso nenhum espaço em branco.

Será que isso é mania? Eu acho que sim e não tem cura, porque eu não posso ver nenhum pedaço de papel dando sopa por aí, eu vou lá e escrevo. E às vezes fico me perguntando se grandes escritores também são assim, tipo se Shakespeare era assim, onde será que ele escreveu sua obra mais famosa ‘Romeu e Julieta’, em que papel?

Sei que isso é louco de se pensar, mas eu penso fazer o que? Então você se pergunta: onde ela escreveu esse texto? Bom! está na tela do seu computador, mas antes de chegar aí e antes mesmo de chegar ao meu computador eu confesso vi uns pedacinhos de papel em uma mesa da casa da minha tia, era na verdade um montinho de papel sulfite cortado em quadradinhos (8cm x 8cm, eu tive que medir para você pode imaginar melhor) ela usa esses papéis para anotar recados, telefones e também preço dos consertos que faz como costureira.


Então eu pensei comigo mesma: ‘Bem! Se eu pegar uns pedacinhos ela nem vai ver e mesmo que veja, não vai ficar brava, ela sabe que eu escrevo mesmo’. E é como dizem: ‘escritor (a) que é escritor (a) de verdade escreve em qualquer pedaço de papel’, se isso é mania ou não o que importa é escrever.

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