Dizem por aí que escritor (a) de verdade
mesmo é aquele que escreve em qualquer pedaço de papel. Bom! então já estou no
meio caminho andado, porque escrevo em picotes de correspondências (aquele
papelzinho que a gente destaca), também em extratos de banco, pacote de pão,
guardanapo, em panfletos que pego na rua, em folhinha de calendário, enfim não
dispenso nenhum espaço em branco.
Será que isso é mania? Eu acho que sim e não
tem cura, porque eu não posso ver nenhum pedaço de papel dando sopa por aí, eu
vou lá e escrevo. E às vezes fico me perguntando se grandes escritores também
são assim, tipo se Shakespeare era assim, onde será que ele escreveu sua obra
mais famosa ‘Romeu e Julieta’, em que papel?
Sei que isso é louco de se pensar, mas eu
penso fazer o que? Então você se pergunta: onde ela escreveu esse texto? Bom!
está na tela do seu computador, mas antes de chegar aí e antes mesmo de chegar
ao meu computador eu confesso vi uns pedacinhos de papel em uma mesa da casa da
minha tia, era na verdade um montinho de papel sulfite cortado em quadradinhos
(8cm x 8cm, eu tive que medir para você pode imaginar melhor) ela usa esses
papéis para anotar recados, telefones e também preço dos consertos que faz como
costureira.
Então eu pensei comigo mesma: ‘Bem! Se eu
pegar uns pedacinhos ela nem vai ver e mesmo que veja, não vai ficar brava, ela
sabe que eu escrevo mesmo’. E é como dizem: ‘escritor (a) que é escritor (a) de
verdade escreve em qualquer pedaço de papel’, se isso é mania ou não o que
importa é escrever.
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