Já foram vários os amores que
passaram por aquele banco da praça, onde os pombos picam seus milhos no chão
enquanto os sabiás cantam nas árvores ao lado e o casal apaixonado troca juras
de amor eterno e beijos quentes também.
E já foram vários os amores que
passaram por aquele banco da praça, mas hoje ela está solitária com suas
lágrimas. Um moço chegou e sentou na outa ponta distraído com seus fones de
ouvido. Cruze os dedos eles vão se olhar, têm que se olhar, esse é o banco dos
amores e eles tornaram-se um também.
Ah! Que pena! Ela foi embora. Ele viu
algo no chão e gritou. Gritou? Isso mesmo! Gritou: ‘Ei! Moça, você deixou isso
cair’, ela o encarou, ele a encarou. Finalmente mais um amor surgiu.
Agora eles voltaram ao velho banco da
praça, me lembro bem e tenho certeza que é aquele jovem casal por trás dessas
expressões que o tempo os transformou num casal velhinho, mas com um amor sem
fim, porque esse é o banco dos amores para sempre.
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