quarta-feira, 10 de maio de 2017

O banco da praça


Já foram vários os amores que passaram por aquele banco da praça, onde os pombos picam seus milhos no chão enquanto os sabiás cantam nas árvores ao lado e o casal apaixonado troca juras de amor eterno e beijos quentes também.

E já foram vários os amores que passaram por aquele banco da praça, mas hoje ela está solitária com suas lágrimas. Um moço chegou e sentou na outa ponta distraído com seus fones de ouvido. Cruze os dedos eles vão se olhar, têm que se olhar, esse é o banco dos amores e eles tornaram-se um também.

Ah! Que pena! Ela foi embora. Ele viu algo no chão e gritou. Gritou? Isso mesmo! Gritou: ‘Ei! Moça, você deixou isso cair’, ela o encarou, ele a encarou. Finalmente mais um amor surgiu.

Agora eles voltaram ao velho banco da praça, me lembro bem e tenho certeza que é aquele jovem casal por trás dessas expressões que o tempo os transformou num casal velhinho, mas com um amor sem fim, porque esse é o banco dos amores para sempre.

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