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sábado, 26 de março de 2016

Um tal Antonio


Drummond amigo meu
Hoje estou num dia bom
Consigo até ri sozinha
Com os poemas de Azevedo
Oh! Mas vocês não são
Do mesmo tempo, desculpe!
É que para mim
Poesia nunca envelhece,
Sempre se renova
E veja só!
Hoje temos um tal Antonio.

domingo, 6 de dezembro de 2015

O momento quando chegar


O momento quando chegar
Só assim se saberá
O que, o onde e o como
Nem sempre se sabe quando
Uma linha rabisca lá
Um verso pronto cá
Dois para lá, dois para cá
Não é valsa nem salsa
É um momento de encanto
Talvez seja um novo canto,
Eu mesma não canto
Se fosse Andrade, Quintana
Se fosse Azevedo, Pessoa
Se fosse Alves, Drummond
A Cecília e a Clarice diriam,
Será que elas ririam?
O momento quando chegar
Será sabido aos quatro cantos
Sul e norte, leste e oeste
O momento quando chegar
Saberá se aproveitar
O que, o onde e o como
Nem sempre se sabe quando
Nenhum poeta sabe rimar
Até se apaixonar,
Nenhum poeta sabe rimar
Sem que saiba amar,
Todos os homens sabem amar
Desde quando aprender a chorar
É um momento de encanto,
Já fui tanto desencanto
Agora deixo que se guie só
Uma hora a dor passa e acalma
Então a lua brilha prata
E eu toda me refaço em traços,
Dou laços e passos
Agora que o momento chegou
Quantos versos rimaram?