segunda-feira, 6 de outubro de 2014

O dono do meu coração


Se alguém me contasse
Há algum tempo atrás
Que seria você
O dono do meu coração
Eu acreditaria

Somos bons amigos,
Conversamos sobre tudo,
Mas quando estamos assim
É fácil perceber
Que é amor

Eu nunca pensei que
Não fosse ser você
Eu nunca sonhei
Com ninguém que
Não fosse você,
Porque eu sabia
Que era você

Se alguém me disse
Antes que era você
Eu não lembro,
Mas eu sempre soube
Que seria só você
O dono do meu coração.

domingo, 5 de outubro de 2014

Você está me perdendo


Você olha para o espelho
Sem olhar de verdade
Mais um dia vazio

Você está me perdendo
E nem sabe
Por ignorar tão bem
A sua própria sorte

Você sente uma tristeza profunda
Escondida entre um oi vago
E um sorriso tão perfeitamente falso

Você está me perdendo
E nem sabe

Eu não tenho força sozinha
Juntos poderíamos ser maiores
E o mundo seria nosso

A nossa vida teria sentido
Não mais um dia vazio

Você está me perdendo
E nem sabe
Por ignorar tão bem
A sua própria sorte

Atrás do seu olhar solitário
Lentamente estou morrendo

Você nunca amou de verdade,
Você se esconde o tempo todo
Atrás dos seus medos inexistentes

Você está me perdendo
A cada segundo que passa,

Nunca mais você vai recuperar
O que pensa que perdeu

Por que isso tinha que ser assim?
Você sabe a resposta dentro de você
Então acorde enquanto há tempo

Você está me perdendo
Quando está se rendendo
Sem nem ao menos tentar.

sábado, 4 de outubro de 2014

Quarto pequeno

- Depois de ler um bom livro, que tal ouvir um álbum clássico de rock?
- Isso parece bom.

Em um quarto pequeno, um mundo só meu. O estranho é que de alguma forma eu sei que não sou a única num mundo assim. Eu sinto que há mais alguém ou várias outras almas solitárias que não se sentem só, lendo um livro qualquer ou ouvindo suas músicas favoritas deitados largados na sua cama, sonhando com um mundo melhor, um mundo perfeito onde todos se respeitam e são amigos, e o amor da sua vida dura a vida toda, está sempre ao seu lado e os planos que se fazem possivelmente serão realizados perfeitamente. Ainda bem que podemos sonhar, e sonhar o que quisermos.

Acabei de ler mais um livro e me sinto tão inspirada, é como se o autor fosse meu melhor amigo e de algum modo até é. Eu só admiro todos os autores de romance e os agradeço por existir. Escrever é um dom incrível, um talento divino eu só acho, mas se tenho esse dom, eu não sei te responder.

- Depois de ler um bom livro, que tal ouvir um álbum clássico de rock?
- Isso parece bom.


No meu quarto pequeno, com meus livros e minhas músicas favoritas, eu escrevo meus sonhos no papel, transcrevo minhas magoas e dores em poesias, talvez assim doa menos, talvez assim me sinta mais leve e inteira, porque eu sei que em algum lugar desse planeta, outro alguém está no seu pequeno mundinho também começando a criar suas asas para voar e sair do nosso casulo.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

A janela

Era uma casa no meio do quarteirão de cor azul, que tinha uma única janela na parte de cima que intrigava a vizinhança, uma janela grande e até vistosa.

O que será que tem naquele quarto daquela janela que nunca se abre por inteira?

Será que quem mora lá não gosta de sol?

Será que a janela nunca é aberta por inteira, por que quem mora lá fica espiando quem passa na rua?

Por quê? Por quê?

Todos os dias a janela se abre pontualmente as sete e quinze da manhã e o sol começa a tomar conta por volta das sete e cinqüenta, oito horas ele brilha com todo o seu esplendor até as onze e meia quando vai embora para iluminar outras janelas.

E não é para não deixar o sol entrar que a janela fica com as cortinas semi-abertas, é apenas para o senhor vento fazer a sua dança tradicional, no vai e vem que parece o balé dos anjos.

Quem pensaria em admirar as cortinas se movendo? E que cada movimento parece ser uma dança de coreografia perfeita?


Crianças se enrolam nas cortinas para brincar de esconde-esconde e às vezes as mais sensíveis ainda reproduzem o ‘balé dos anjos’, sacudindo e puxando as cortinas para lá e para cá, até sua mãe dizer brava: “saia já daí, vai rascar minha cortina”, oh! Mamãe deixa as crianças fazerem o ‘balé dos anjos’ é tão belo.