Eu sou uma ‘escritora de alma antiga’ do tempo da máquina de escrever, ou melhor, do tinteiro e pena, porque gosto tanto de escrever a mão em pleno século XXI.
Gosto de ver meus erros e acentos e pingos fora do lugar, sem nenhum corretor ortográfico me dizendo que escrevi ou digitei errado por pressa das ideias não fugir num segundo.
E eu gosto de verdade mesmo de escrever a mão, me sinto livre, leve e solta. Só escrevo no computador para passar a limpo. O bruto, o original ficam nas linhas do caderno com aquelas letras incríveis que nem médico consegue entender. Bom! Eu acho que poderia ser médica pela letra que tenho, mas prefiro mesmo é escrever.
Escrever liberta os sonhos adormecidos, as ideias sem coragem de serem ditas verbalmente, mas que naquele pequeno pedaço de papel são as palavras mais belas, são as canções para os olhos e eu sempre achei os olhos à parte mais bela de ser admirada em alguém, por isso quando os olhos de alguém brilharem lendo um livro é a coisa mais linda para se admirar, acredite!
E eu poderia dizer que escrevo a mão por ‘n’ motivos, mas principalmente porque só assim meu ‘Jeca Tatu’ consegue raciocinar bem. Os rabiscos, os desenhos de coração, jogos da velha de um só, fazem parte do contexto e eles puxam as ideias até a linha nova começar.
Então vou repetir mais uma vez para que você entenda bem, eu sou uma escritora de alma antiga, escrevo a mão há tanto tempo que isso é como respirar para mim. Eu não consigo mais ser de outro jeito, sem ser assim eu mesma.
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