Em uma aula de redação na faculdade, meu
professor divagava sobre algo que não me lembro, até um colega com sua imensa
boa vontade em uma quarta-feira de manhã (sei disso porque pesquisei a data que
está marcada no meu caderno), bem ele respondeu a pergunta do professor sobre o
que era concreto, quer mesmo que eu diga o que ele respondeu?
Então lá vai: “o concreto é concreto, porque
é concreto”, pronto o professor fez todo mundo escrever uma redação sobre isso,
e aí embaixo segue a minha. (obs: o professor nos mandou ser criativos e boiar
na maionese, para que né?).
O que é concreto? Uma pergunta sem resposta
ou uma pergunta com uma resposta só? O concreto se chama concreto por ele ser
concreto e é ponto final?
Não, não é porque nenhum filósofo como Platão
jamais pensou que: “o concreto se chama concreto por ele se concreto”, que o
concreto não tem inúmeras, várias respostas.
“Construa arranha-céus com concreto é mais
consistente, é mais seguro” diz o engenheiro civil, por que se não madeiras um
lobo mau pode vim assoprar e por tudo abaixo? Construa poesias com
sentimentalismo e doçuras, são palavras concretas. O mundo é cheio de
concretos, e não é selva de pedras, é selva de concreto.
Você tem sonhos na vida? Pelo menos um deve
ter e quando você o realiza, o que ele se torna, real? Não só, ele se torna
concreto: “Ah! Puxa! Concretizei o sonho da minha casa própria”, não é assim
que você pensa? É sim, mas você nem se dá conta e ignora o pobre concreto.
O que é concreto? Uma pergunta sem resposta,
com uma resposta ou com inúmeras respostas?
E você pode “concretar” tudo o que quiser seu
arranha-céu, sua poesia, sua casa e até sua própria imagem em busto ou estátua
inteira em um parque central, porque agora você já sabe, o concreto se chama
concreto por ele ser concreto de inúmeras coisas.
Que nota você me daria por esse texto? Meu
professor me deu dez. E eu pergunto: “Quem é mais louco eu ou ele? Na verdade
eu acho que o meu incrível colega, quem começou tudo isso.
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